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Projeto do Museu da Imagem e do Som

Posted by Fernando | arquitetura, sustentabilidade | Wednesday 26 August 2009 9:43 AM

Projeto do Museu da Imagem e do Som na Av. Atlântica.
em Copacabana , onde fica a boate Help .


Diller Scofidio + Renfro vence concurso para Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro

Projeto do escritório nova-iorquino é inspirado no calçadão de Copacabana e abrigará biblioteca, videoteca, café, restaurante, espaço para shows, palestras e até mesmo salas de exibição ao ar livre

O escritório nova-iorquino Diller Scofidio + Renfro, dos arquitetos Elizabeth Diller e Ricardo Scofidio, venceu o concurso de projeto para a nova sede do MIS (Museu da Imagem e do Som) do Rio de Janeiro, que será construída em Copacabana. A
escolha foi anunciada no dia 10 de agosto pelo governador carioca, Sérgio Cabral, e pela secretária de Cultura, Adriana Rattes. O custo da obra é estimado em R$ 65 milhões.

Além do ganhador, também foram convidados pelos organizadores do concurso outros seis escritórios: o americano Daniel Libeskind, o japonês Shigeru Ban e os brasileiros Bernardes & Jacobsen, Brasil Arquitetura, Isay Weinfeld e Tacoa Arquitetos.

O projeto de Elizabeth Diller e de Ricardo Scofidio propõe a “verticalização” do calçadão de Copacabana para a nova sede do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. O prédio de cinco pavimentos será concebido como se fosse um fole de
sanfona na horizontal, com escadas e rampas fazendo o acesso aos andares. Vidros permitirão a visualização interna do museu pelas pessoas que circulam do lado de fora.

Internamente, o novo MIS terá salas de exposição fixas e temporárias, biblioteca, videoteca, café, restaurante, espaço para shows, palestras e até um auditório para projeções no topo do prédio, ao ar livre. Além disso, a edificação também possuirá
dois pavimentos de estacionamento e salas reservadas para a administração do museu.

De acordo com informações do Governo do Rio de Janeiro, as obras do futuro MIS devem se iniciar em até dois meses e a perspectiva é de que o espaço seja aberto ao público em abril de 2012. O projeto está orçado em R$ 65 milhões, sendo que
cerca de R$ 50 milhões virão do Estado e o restante será captado por meio de parcerias privadas.


Vejam as fotos do Projeto e também dos outros concorrentes.



Em grandes cidades como Nova York, Paris, Londres e Berlim, um projeto diferenciado é motivo para longos debates na mídia. Por que isso não acontece no Brasil?

Posted by Fernando | Questionamentos, Uncategorized | Thursday 16 July 2009 11:04 PM

Quando eu tinha nove ou dez anos, gostava de desenhar as plantas de onde estava, como a da minha casa ou a de minha avó, de ler revistas de arquitetura e folhear livros de história da arquitetura. Como a família dizia que eu desenhava bem, ficou a idéia de que eu seria arquiteto no futuro. Não sou, para felicidade geral dos habitantes, mas o assunto me interessa tanto que às vezes chego a pensar que há certa frustração aí. Frustrante, porém, é a maneira como ele é tratado no Brasil. As revistas especializadas são poucas e muito técnicas, os jornais generalistas mal tocam no assunto, as pessoas cultas não parecem incluí-lo na pauta. Em grandes cidades como Nova York, Paris, Londres ou Berlim, cada prédio novo que chame a atenção – seja comercial, residencial ou público – é motivo para intermináveis debates sobre sua estética e pertinência.
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Pode ver que temos arquitetos de projeção internacional, a começar por Oscar Niemeyer, mas não temos críticos de arquitetura de porte equivalente. A culpa não é do trabalho de pessoas como Lauro Cavalcanti, Hugo Segawa ou Fernando Serapião, mas da falta de interesse da sociedade em geral, da mídia e das editoras em particular. Não temos Kenneth Frampton, Giulio Carlo Argan, Lewis Mumford – não temos um pensamento sobre arquitetura e seu papel na vida urbana e no desenvolvimento humano. Apesar de picos de qualidade, a média de nossas construções em cidades como Rio e São Paulo é muito baixa: são prédios mais de engenheiros do que de arquitetos, com aspecto feio ou comum. Ou então são os arranha-céus em estilo “neoclássico”, kitsch demais em sua tentativa de ser chique, com nomes como “maison” ou “plaza”.
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Quando prédios dos medalhões da área despontam, é verdade que o debate surge nos jornais e é ouvido em conversas de bar. Mas a polêmica vem mais da aberração do que da reflexão. Nossos arquitetos famosos gostam de fazer obras que destoam completamente do entorno, do contexto urbano, e assim vemos paralelepípedos de vidro e alumínio com detalhes em roxo ou verde-limão serem erguidos em bairros como Higienópolis, em São Paulo, onde uma arquitetura de estilo anos 50 – com pilotis de pastilha e rampas entre jardins – é a predominante. Não há diálogo nenhum.

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A boa notícia é que há uma resistência e ela vem encontrando um mercado que cresce a cada ano. Arquitetos como Isay Weinfeld, Marcelo Morettin, Alvaro Puntoni, Angelo Bucci e a turma do Triptyque, na capital paulista, têm feito casas, edifícios e lojas com uma linguagem sofisticada, contemporânea, preocupada com o espaço público e com uma estética heterodoxa. Estrangeiros como Alvaro Siza (Fundação Iberê Camargo em Porto Alegre), Christian de Portzamparc (Cidade da Música no Rio) e Herzog & De Meuron (Teatro da Dança em São Paulo) têm, finalmente, aportado por aqui. Quem sabe assim, aos poucos, mais crianças que gostam de desenhar plantas continuem a fazê-lo quando adultas.

fonte: Revista Ocean Air

Texto de Daniel Piza, publicado em 01 de março de 2009 em www.danielpiza.com.br