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Metade das Cidades Sedes ainda não iniciaram as obras da Copa 2014

Wednesday, May 5th, 2010

Passados quase dois anos e meio do anúncio do Brasil como sede da Copa 2014 e quase um ano da escolha das 12 cidades-sede, há ainda raros e poucos sinais de obras dos futuros estádios para o Mundial de futebol.

Em um quase repeteco do levantamento realizado pelo Portal 2014 no dia 1º de março -primeiro prazo fixado pela Fifa e Comitê Organizador Local (COL)- o país continua jogando na retranca, sem avançar para gols. A nova data apontada pela federação internacional vence nesta segunda-feira (3/5), mas atrasos nos editais, questionamentos judiciais, indefinição de projetos e dificuldades financeiras ainda paralisam as obras.

A situação mais grave é a do Rio de Janeiro, ainda sem um projeto definido e qualquer sinal de abertura da licitação.

Um pouco mais avançadas estão Recife, com a licitação paralisada por um recurso de uma das participantes, e Natal, que ainda não publicou seu edital para a seleção da construtora, embora prometa iniciar obras secundárias ainda em maio. Obras secundárias também são o recurso de Salvador para não fazer feio. A capital baiana foi uma das primeiras a realizar a licitação, mas o processo acabou embargado por uma ação do Ministério Público Federal. Outra pendência em Salvador é a liberação das licenças ambiental e do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico Nacional).

Brasília, vítima dos problemas que afetaram a credibilidade do governo do DF, conseguiu agora liberar a licitação no Tribunal de Contas e deverá abrir as propostas provavelmente na próxima semana. São Paulo, com seu Morumbi, segue às voltas com as críticas da Fifa ao projeto de remodelação do velho estádio e aguarda a avaliação da entidade às últimas modificações propostas pelo São Paulo Futebol Clube.

Em Curitiba, o Atlético Paranaense começa a receber sinais de que o governo do estado ou prefeitura poderão aportar recursos públicos na renovação da Arena da Baixada. E, por fim, Porto Alegre, onde o Internacional recusa-se a recorrer ao financiamento do BNDES, mas não consegue tocar as obras com suas próprias pernas.

O pontapé inicial para as obras foi dado apenas em Belo Horizonte, Manaus e Cuiabá. A capital mineira disputa a abertura da competição com Brasília e São Paulo, e segue à risca um cronograma próprio acordado com a Fifa. Já as sedes da “Amazônia” e do “Pantanal”, incluídas na Copa por determinação pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fizeram a lição de casa e começaram a desmontar as estruturas de seus antigos estádios antes de estourar o prazo da Fifa.

Confira como está a situação das cidades sedes no quadro abaixo:

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Copa de 2014 Será o Foco da Bienal Internacional de Arquitetura

Thursday, August 6th, 2009

A 8ª BIA acontece em novembro, na capital paulista, e usa a Copa para discutir revitalização urbana

A Copa de 2014 foi escolhida como pano de fundo das discussões sobre qualificação de áreas degradadas em centros urbanos, tema da próxima Bienal Internacional de Arquitetura, em São Paulo. A 8ª BIA, que nesta edição adota o tema Ecos Urbanos, será realizada de 31 de outubro a 6 de dezembro, no Pavilhão da Bienal do Parque Ibirapuera. O tradicional evento é uma realização do Instituto dos Arquitetos do Brasil – Departamento de São Paulo (IAB-SP).

A Bienal este ano destacará o potencial de transformação que deve ser levado em conta nos centros metropolitanos que sediam eventos de porte internacional como a Copa. As iniciais de “Ecos” remetem a conceitos de Espacialidade, Conectividade, Originalidade e Sustentabilidade, “os quatro eixos que norteiam a proposta desta Bienal”, explica o arquiteto Bruno Roberto Padovano, curador geral da 8ª BIA.

A discussão desta Bienal envolve o debate sobre os estádios e as melhorias urbanísticas que as cidades-sede devem implementar até 2014. “Este tipo de evento possibilita que governos, em suas três esferas, e com parceria da iniciativa privada, agilizem processos de qualificação urbana e regional, tanto nos aspectos ambientais, quanto sociais, econômicos, culturais e espaciais”, esclarece Padovano.

Bons exemplos são Barcelona, Lisboa e Milão, cidades que quando receberam grandes eventos internacionais souberam aproveitar o momento para reunir um conjunto rico de experiências arquitetônicas e urbanísticas. A escolha do Brasil como sede da Copa de 2014, mais do que um fato esportivo, trará junto a chance da realização de importantes benfeitorias, sobretudo em áreas como a arquitetura e o planejamento urbano. Entende-se por aí aspectos como iluminação, mobiliário urbano, interiores e paisagismo de espaços públicos e semi-públicos, além da renovação de toda infraestrutura urbana.

Fonte: Revista Sustentabilidade