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Blog com notícias sobre Arquitetura

Archive for the ‘Paisagismo’ Category

Jardins verticais de encher os olhos!!!

Wednesday, August 25th, 2010

Uma constante e efetiva forma de fazer a diferença na vida de pessoas que  moram em grandes centros, pequenos apartamentos ou casas com pouco espaço, são o grande “boom” do momento: jardins verticais!

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Jardim vertical

Uma ponte esverdeada chama a atenção dos motoristas e pedestres em Aix en Provence, sul da França. É um jardim – só que vertical. Invenção do francês Patrick Blanc, esses canteiros que pendem pelas paredes se encontram em prédios e casas mundo afora, como Paris, Milão, Frankfurt e Bangcoc.


Sua inspiração veio da própria natureza, ao observar plantas que crescem em despenhadeiros, entradas de cavernas e rochas.É na integração entre arquitetura e paisagem que Patrick Blanc mostra todo o potencial do uso da vegetação nos edifícios. O botânico nascido em 1953 tem trabalhado há anos com uma técnica que permite que seus jardins verticais, também conhecidos como Le Mur Vegetal, em francês, sejam tão leves que possam ser instalados em qualquer tipo de parede, pequena ou grande, internas ou externas. Dentre os trabalhos de Blanc está a fachada do Musée Quai Branly, em Paris, próximo à Torre Eiffel.

Em setembro de 2010, Patrick Blanc vem para o Brasil participar do Architectour, trazendo sua grande experiência em paisagismo, um dos temas que serão debatidos. O evento que já reuniu em suas duas edições alguns dos maiores e melhores arquitetos e profissionais do turismo mundial em Florianópolis e, nesta nova edição, vai discutir temas como:

•A nova visão da arquitetura,

• O desenho nas cidades,

• Equipamentos nas formações das cidades

• Tratamento dos vazios em ambientes urbanos.

A novidade deste ano será a Architectour Business Fair, uma feira com as grandes novidades nos segmentos de de Arquitetura, Turismo e Cultura.

E você já tem sua inscrição do Achitectour 2010 garantida??? Ainda não? Então aqui você encontra todas as informações desse evento que vai baladar Gramado nos dias 15, 16 e 17 de setembro de 2010!
Nos vemos por lá!

Patrick Blanc explica seus jardins verticais em ótima entrevista

Monday, June 14th, 2010

No vídeo abaixo você pode conferir o arquiteto Patrick Blanc, presença confirmadíssima no Architectour 2010 em Gramado/RS explicando seus belos projetos de jardins verticais em diferentes pontos de Paris.

Participe do Architectour 2010 e aprenda, debata e maravilhe-se com Patrick Blanc e inúmeros outros grandes arquitetos mundiais. Até o final de junho, inscrições promocionais! Acesse: http://bit.ly/dzRSbs

JARDIM: O PORTAL PARA UM MUNDO PERDIDO

Thursday, May 13th, 2010

Fernando Caruncho expressa em jardins uma linguagem filosófica, e vem mostrar como o faz, no Architectour 2010

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Fernando Caruncho estudou filosofia na Universidade de Madrid e sua fascinação com a filosofia grega pré-Socrátes despertou uma curiosidade detalhada sobre a relação entre o Homem e o mundo natural que traduziu-se numa preocupação com o design de jardim.

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Para ele os melhores jardins são como portais para um mundo perdido e inocente, onde o homem pode compreender sua posição no universo. Caruncho consegue se expressar numa linguagem filosófica e, no entanto, seu pensamento se estendeu por um profundo respeito pela Teologia, julgando as origens do jardim que têm sido formado dentro de um contexto religioso.

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Após um treinamento formal em design de paisagem na Universidade de Madrid, Caruncho continuou a desenvolver seu idioma pessoal, criando jardins na Espanha, França e Estados Unidos. Em 1999 projetou o jardim para a Embaixada da Espanha em Tóquio. Seus trabalhos públicos são poucos, mas incluem o jardim da Clínica Teknon em Barcelona, um pátio interior da Universidade de Deusto em Bilbao e o Royal Botanic Garden em Madrid. O uso da luz é um dos recursos mais notáveis do seu trabalho. Para ele a luz torna a linguagem da geometria inteligível. Um dos seus jardins mais conhecidos é o “The Mas de les Voltes” na Catalunha.

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Nos dias 15, 16 e 17 de setembro, Fernando Caruncho estará em Gramado participando ao lado de nomes como Poul Ove Jensen, Rummey Design, Surya Yaffar e Bernard Zyscovich, Sérgio Parada, Christian de Portzamparc, Elizabeth de Portzamparc e Patrick Blanc do Architectour 2010, o maior Seminário Internacional de Arquitetura  para o Turismo e a Cultura do mundo.

As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas através do site www.archietctour.com.br

Patrick Blanc e a revolução dos jardins verticais

Monday, April 26th, 2010

Especialista em botânica o francês Patrick Blanc é o inventor dos Jardins Verticais, suas criações revolucionaram o mundo da arquitetura e paisagismo.Seus jardins encontram-se distribuídos em Paris, Qatar, India, Kuala Lumpur entre outros. Ele que já recebeu medalha de ouro de arquitetura e na França Patrick é cavaleiro da Ordem de Arte e letras.

Sua paixão por paisagismo vertical surgiu da observação da flora de um bosque, dando início a um conceito bem diferente de arquitetura.O muro vegetal é feito com materiais artificiais, e algumas plantas que não necessitam água permitindo um ajuste e colocação perfeita das plantas.Um trabalho de ficar de bocaberta!

Suas obras não só fazem parte de paisagens urbanas de muitas cidades, mas também são empregadas para decorar ambientes de grandes lojas.

Confira algumas imagens dos projetos deste maravilhoso Arquiteto

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Fonte: Bocaberta

Burle Marx 100 anos: Obra em ”Constante Vaivém”

Thursday, August 6th, 2009

Mostra no MAM, que celebra centenário do artista, revela várias áreas de atuação

Ao lado de Lucio Costa e Oscar Niemeyer, Burle Marx foi um dos pilares que deram “sotaque particular e original” ao movimento moderno arquitetônico trazido por Le Corbusier, como afirma Lauro Cavalcanti, diretor do Paço Imperial, no Rio, e curador da mostra Roberto Burle Marx 100 Anos: A Permanência do Instável, que será inaugurada hoje no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Nacionalmente e internacionalmente, Burle Marx ficou reconhecido como dos grandes paisagistas – responsável por projetos que se tornarm sua marca, como, no Rio, o do Parque do Flamengo, o da calçada da Avenida Atlântica e do Palácio Capanema, então Ministério da Educação e Saúde, e dos jardins da Pampulha, em Belo Horizonte -, mas ele foi um criador muito além desse campo. “Indisciplinado e workaholic”, como diz Cavalcanti, Burle Marx (1909-1994) tem uma produção que compreende a pintura também como parte importante de sua trajetória, a gravura, e ainda incursões no design de jóias e de vasos, de cenários e figurinos e a realização de belas tapeçarias. É essa faceta múltipla que ressalta na mostra feita especialmente para celebrar o centenário do artista, a ser completado em 4 de agosto.

Há uma definição precisa do urbanista Lucio Costa para a produção de Burle Marx, estampada logo no início da exposição: sua obra é “um constante vaivém” entre o paisagismo, a botânica, o desenho, as artes plásticas, enfim. Inevitavelmente, é esse movimento que se sente no percurso de toda a Grande Sala do MAM: o abstracionismo das cores dos quadros do artista se refletem nos vários guaches sobre o papel de seus projetos paisagísticos e até na monumental tapeçaria de 1969, com quase 25 metros de comprimento. Pertencente à prefeitura de Santo André, a tapeçaria é um grande destaque (com o perdão do trocadilho) da exposição, exibida anteriormente no Paço Imperial, no Rio, onde recebeu 180 mil visitantes – ela também é acompanhada de um alentado livro, editado pela Rocco e com textos de diversos especialistas.

Burle Marx nasceu em São Paulo, mas foi o Rio a sua verdadeira base. Também viveu na Alemanha quando jovem – uma importante experiência para sua formação -, voltando ao Brasil, em 1932, quando realizou no Recife, “terra de sua mãe”, seus primeiros projetos paisagísticos. O subtítulo da mostra, a Permanência do Instável, é uma licença poética referente ao paisagista e botânico, que desde jovem, primeiramente encantado com cactos, vitórias-régias, bromélias e outras espécimes tropicais, começa a criar jardins, ou seja “composições com elementos que mudam dia a dia”, como diz Lauro Cavalcanti – as plantas crescem, se transformam ao longo do tempo e como um “pintor e jardineiro prático”, definiu em 1949 Claude Vincent, era esse seu desafio. A exposição é rica em tratar do paisagista Burle Marx, perpassando com documentações, fotografias (dentre elas, feitas por Gautherot e Alair Gomes) e desenhos vários de seus projetos nesse campo, públicos ou residenciais, concretizados ou não, e criados para o Brasil e para outros países.

A mostra se dedica em grande parte, também, a dar destaque para o Burle Marx “excelente” pintor – e foi esse o primeiro mote que Lauro Cavalcanti teve para conceber a exposição, há cerca de três anos. “Todos os dias ele pintava pela manhã e fazia jardins à tarde”, diz o curador, afirmando ainda que o artista ficava chateado por ter sua pintura relegada a segundo plano. A mostra apresenta as telas feitas por ele da década de 1930 até o fim de sua vida (incluindo até um quadro inacabado).

Fonte: O Estado de S. Paulo